No campo da saúde, lidamos com pessoas, um grande volume de recursos e tarefas complexas. Assim, o planejamento assume centralidade, uma vez que faz parte dos processos adotados com o objetivo de reduzir ao máximo a exposição a imprevistos e o grau de incerteza das decisões tomadas.
Muito além de otimizar a administração de recursos materiais, financeiros e agestão de pessoas, o processo de planejamento tem como propósito contribuir para a melhoria das condições de saúde da população. Essa percepção explica o quanto diferentes formas de planejar podem se alinhar a concepções de saúde distintas e levar a resultados em saúde diversos.
Nesse contexto, considerando a necessária melhoria das condições de saúde da população e as diferentes concepções de saúde, é imprescindível que, além do planejamento e programação, tenhamos atenção também à promoção da saúde e à prevenção de agravos, a partir de práticas de educação em saúde participativas e dialógicas, como um fenômeno social e que garantam autonomia aos seus indivíduos e comunidades. Sendo essencial para isso as abordagens que considerem o saber popular e as práticas de educação emsaúde, assim como a importância da educação na saúde, com destaques à educação continuada, educação permanente e educação interprofissional na formação profissional em saúde.
Assim, para implementar processos de planejamento e práticas de educação em saúde alinhados às premissas que orientam o Sistema Único de Saúde (SUS) é fundamental compreender as relações entre planejamento em saúde e modelo de atenção, as principais vertentes de planejamento em saúde e o uso da informação em saúde como insumos para o seu planejamento e programação. Além disso, faz-se necessário entender a importância das práticas de educação em saúde com vista a prevenção de doenças, promoçãoda saúde e qualidade de vida dos usuários do SUS.
A partir disso, esperamos que ao final da leitura desse livro, você compreenda as relações entre planejamento em saúde e modelo de atenção, além das principais vertentes de planejamento em saúde e o uso da informação em saúde como insumos para o seu planejamento e programação. Assim como, a importância de práticas de educação em saúde com vistas à prevenção de doenças, promoção da saúde e qualidade de vida dos usuários do SUS e da formação de profissionais da saúde aptos às práticas colaborativas e o trabalho em equipe.